Viagem para o Rio de Janeiro “A Cidade Maravilhosa”

Viagem para o Rio de Janeiro “A Cidade Maravilhosa”

01Confira como foi a viagem do Amigo Motociclista Helcler Tosta para a Cidade Maravilhosa.
Em apenas um dia e uma noite, percorreu aproximadamente 1.400 KM, saindo da Cidade de Senador Canedo – GO com destino ao Rio de Janeiro.

Preparativos:

20151103_202413Antes de iniciar propriamente o relato da viagem é necessário dizer que para tal feito houve a necessidade de se adquirir uma motocicleta que poderia oferecer a estabilidade, o conforto e a segurança necessários, dessa forma em Dezembro de 2014 fiz a aquisição de uma Honda Cb500x motocicleta nova, de porte médio com uma excelente relação de custo benefício e que pude no decorrer de todo o ano de 2015 equipar com alguns acessórios importantes para a realização de uma viagem longa como a que relato em seguida.

Relato da Viagem: A ida

Ao iniciar o mês de novembro, com a chegada das merecidas férias preparei a bagagem e no dia 4 parti para a viagem saindo de Senador Canedo – GO, onde resido, em direção a Cidade Maravilhosa, meu querido Rio de Janeiro, daí logo surge o questionamento sobre como fora o planejamento para essa jornada, por isso já de antemão esclareço que várias das rotas possíveis eu já conhecia de viagens anteriores, quer seja de ônibus ou automóvel, por isso optei por fazer algo que numa viagem de moto considero interessante pra manter o prazer da viagem, deixei em aberto as possibilidades de rota, horários e paradas, optei pela liberdade, não só no meio de me locomover, mas num todo.
Retomando sobre a viagem, parti por volta das 7 horas da manhã, mesmo preparado para sair ainda mais cedo, o mal tempo e a neblina fizeram com que opta-se por esse horário e isso já resulto na primeira definição de rota, por considerar melhor estruturada e segura, me direcionei pela BR 060 (até Anápolis no mesmo eixo com a BR 153) passando pela bela capital onde nasci a querida Goiânia, ainda nesse trajeto tão conhecido dos motociclistas goianos e brasilienses passei pela cidade de Anápolis, importante entreposto comercial e polo industrial de Goiás.
Ao chegar na divisa com o Distrito Federal peguei o acesso a BR 040 (a famosa Rio Brasília) e segui passando por algumas cidades do entorno do DF em direção a Minas Gerais, destaque para a cidade de Cristalina, conhecida pelos seus cristais e ultimamente pela sua vocação na agricultura, por lá fiz o primeiro abastecimento e tomei o café da manhã por volta das 10:30 da manhã. Vale ressaltar que a BR 040 foi privatizada e passou a ser regida por uma concessão no trecho entre Brasília e as imediações de Juiz de Fora já quase na divisa com o Estado do Rio de Janeiro (esse trecho compreende aproximadamente 950 quilômetros) e, ao todo, foram instalados 11 praças de pedágio no trajeto.
Esse trecho entre Cristalina ainda em Goiás, a divisa com Minas Gerais, Paracatu (cidade histórica do oeste de MG), e João Pinheiro até a chegada em Três Marias é um trecho de longas distâncias entre as cidades sendo necessário cuidados principalmente quanto ao abastecimento para os irmãos motociclistas que pretendem passar por ali, pois as cidades estão distantes geralmente pouco mais de 100 quilômetros e nos intervalos não existe infraestrutura de apoio. A chegada em Três Marias nos brinda com a visão de um mar de água doce ou como diriam os nordestinos à vista do velho chico, o Rio São Francisco ali formando um belo lago onde se gera energia e abastece as cidades da região, o ponto negativo é ver que a cada viagem em que passo por ali o nível de suas águas parece estar mais baixo, algo que preocupa ou deveria preocupar a todos, nos deixando apreensivos sobre o futuro. Nesse belo cenário fiz o segundo abastecimento e aproveitei para almoçar já que passava das 14 horas. Seguindo adiante inicia-se a mudança do bioma, até então observava em volta as típicas árvores retorcidas, de cascas grossas e o capim alto como de uma savana africana, características marcantes do cerrado e ao entrar na rota das grutas (trecho entre Paraopeba e Belo Horizonte famoso pela formação de grutas naturais em várias cidades) pode se notar que a vegetação fica mais densa, as árvores começam a ficar maiores, com troncos largos e altos e a mata predomina verde e rica em arbustos, típicos da mata atlântica ainda que muito degradada, nesse ponto passo pelos munícipios de Paraopeba, Sete Lagoas, Ribeirão das Neves chegando enfim na capital mineira que não poderia ter nome mais adequado, Belo Horizonte onde começa a se notar belas montanhas que de agora em diante serão constantes na viagem, nesse local aproveito para abastecer, tomar um lanche e por conta do horário, por volta das 17 horas, que se apresentava ainda cedo e pelo bom tempo que havia me acompanhado em todo o deslocamento resolvi seguir adiante, vale ainda ressaltar e parabenizar os motoristas daquela grande capital pelo respeito que dispensam aos motociclistas, procurando conviver em harmonia tanto que, no trecho urbano da rodovia, mesmo em pleno horário de pico ao retornar para suas residências e com uma lentidão considerável, adotam a prática do corredor preferencial para o motociclista, sem qualquer sinalização ou fiscalização dos órgãos de trânsito, apenas pela sua consciência.

02 Helicóptero da Marinha em frente ao Mar em São Pedro da Aldeia-RJ;

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A partir daí a viagem toma outros ares, a rodovia que até então tinha um tráfego leve e grandes retas passa a ser composta por curvas sinuosas para ambos os lados e tráfego intenso de grandes caminhões, subidas e descidas onde a pista se esconde pelas serras proeminentes, e encravadas em alguns vãos entre essas montanhas estão algumas das cidades mais antigas de Minas que compõe a velha Estrada Real formada ainda na época da colonização portuguesa podendo citar aqui Ressaquinha, Conselheiro Lafaiete, Carandaí, Barbacena até chegar em Juiz de Fora, toda essa região é polo de mineração o que aumenta o fluxo de caminhões carregados de minério de ferro por todo o percurso.

Ao chegar em Juiz de fora já se aproximando das 22 horas fiz o meu último abastecimento na rodovia, e ao levantar da moto me sentia bem, satisfeito por já estar ali e em condições de seguir em frente e chegar ao destino final, por isso de pronto retornei para a estrada e iniciei uma longa subida de serra que culminaria na chegada a Petrópolis, famosa cidade do Rio de janeiro, no alto da serra, sede campestre do império em seus tempos áureos. Esse trecho guardou um desafio inesperado, pois em toda viagem não havia tido problemas com o clima e ao iniciar a subida da serra me deparei com uma leve chuva acompanhada de um nevoeiro que quanto mais próximo do topo da montanha mais denso se tornava, essa adversidade exigiu paciência e muita atenção e na medida que as cidades serranas eram ultrapassadas, tais como Itaipava e Petrópolis, ia melhorando e se iniciava a descida da montanha deixando para trás aquele nevoeiro, passando apenas a uma garoa insistente que me acompanhou durante todo o trajeto da região metropolitana, passando por Duque de Caxias, chegando enfim a cidade do Rio de Janeiro, passando por suas vias expressas, linha vermelha e linha amarela para alcançar enfim a praia da Barra da Tijuca onde encontrei o Mar que tanto me motivou a ir em sua busca nessa jornada que se findou em ponto a meia noite.

Relato de Viagem: O retorno

Após mais de vinte dias de uma jornada maravilhosa era chegado o momento do retorno, dessa forma no dia 26 de Novembro ao amanhecer na Cidade Maravilhosa, pouco antes das 6 horas da manhã eu partia um pouco triste pelo fim de uma pequena temporada de repouso com muito lazer envolvido todavia alegre por estar a caminho de casa e munido dessa alegria segui meu caminho por uma rota totalmente diferente da que havia tomado no início desse relato. Sendo assim optei por sair em direção a São Paulo pela rodovia Presidente Dutra destacando ainda no estado do Rio as cidades de Volta Redonda que sedia a companhia siderúrgica nacional (CSN) e Resende, sede da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde o Exército Brasileiro forma seus oficiais e ao se aproximar da divisa o acesso ao parque nacional de Itatiaia onde fica o pico das agulhas negras com 2.791 metros.

Ao entrar em São Paulo destaco a capital da fé, Aparecida, com sua Basílica pomposa em homenagem à padroeira do Brasil e um pequeno teleférico que liga um monte ao lado da rodovia a basílica atravessando por cima do tráfego, um atrativo interessante pra quem está passando e para os turistas que visitam a cidade, aonde resolvi parar para um belo café da manhã e abastecimento. Ainda nesse trajeto da via Dutra passo por cidades com parques industriais importantes como Taubaté e São José dos Campos até chegar em Jacareí onde mudo de direção e sigo rumo a Campinas através da rodovia Dom Pedro I, passando pela famosa cidade estancieira de Atibaia com clima muito agradável. Ao chegar em Campinas, aproveito para almoçar e abastecer numa das maiores cidades do interior do país onde enfim pego a BR 050 que dentro de São Paulo é conhecida como a famosa via Anhanguera tão cantada em verso e prosa pela música sertaneja, daí em diante o clima começa a mudar, o ar de litoral com toda aquela mata atlântica da serra da Mantiqueira vai ficando para trás e o cerrado começa a se mostrar entre as inúmeras cidades que se seguem tais como Sumaré, Americana, Limeira, Araras, Leme, Porto Ferreira, Cravinhos, Orlândia e Ituverava, sem esquecer de dar o devido destaque especial para Pirassununga, sede da Academia da Força Aérea e berço da mais famosa cachaça brasileira, também cabe dar ênfase a Ribeirão Preto cidade grande, bonita e bem estruturada.


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Chegando em Minas através de Uberaba cidade de porte onde efetuo o abastecimento e começo a passagem pelo triângulo mineiro sempre em frente até chegar na capital do oeste de Minas, a grande Uberlândia, nesse momento por já ser fim de tarde pego um pouco de trânsito o que atrasa a minha chegada, porém sem maiores problemas conseguindo assim seguir em direção a Goiás, passa então Tupaciguara e mais adiante tenho a visão maravilhosa do belo e largo rio Paranaíba que divide Minas de Goiás, enfim volto ao meu Estado, passando pela BR 153 entre as cidades de Itumbiara na divisa ainda na margem do rio e em seguida por Goiatuba, onde faço o último abastecimento, Morrinhos, Hidrolândia e Aparecida de Goiânia até chegar na Linda Goiânia onde encerrei essa jornada às 20:30 horas, sem nenhum problema, tão pouco cansaço, apenas com um sorriso no rosto e a sensação de ter realizado um sonho antigo.

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(Fotos: Helcler Tosta)

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